
Oktober – Zwei Miniaturen des Sehens
Cloud Illusion.
Wenn das Auge glaubt, schon alles gesehen zu haben, wird die Wahrnehmung träge.
Die Wolken ziehen vorbei wie Gedanken, Blätter werden zu Mustern, das Einmalige verschwindet im Gewohnten.
Diese Serie durchbricht das Ritual des Erkennens: sie zwingt das Auge, neu zu sehen – jede Form, jede Linie, jeden Übergang.
Farbenrausch.
Ein letztes Aufleuchten vor dem Winter.
Das Gelb der Blätter wird zur Übertreibung, zur Feier der Sättigung.
Ein visuelles Übermaß, das nicht täuscht, sondern erinnert: dass Sehen auch Hingabe ist – ein Eintauchen, bevor das Licht erlischt.
October – Two Miniatures of Seeing
Cloud Illusion.
When the eye believes it has seen it all, perception grows weary.
Clouds drift by like thoughts, leaves become patterns, and the singular dissolves into the familiar.
This series interrupts that habit of recognition – forcing the gaze to rediscover every form, every line, every transition.
Color Rush.
A final blaze before winter.
The yellow of the leaves turns excessive, almost celebratory.
A visual abundance that doesn’t deceive but reminds: seeing is an act of surrender – a dive into color before the light fades.
Outubro – Duas miniaturas do olhar
Ilusão das Nuvens.
Quando o olhar acredita já conhecer tudo, a percepção adormece.
As nuvens passam como pensamentos, as folhas tornam-se padrões, o singular dissolve-se no habitual.
Esta série quebra o gesto automático do ver – obriga o olhar a reencontrar cada forma, cada linha, cada passagem.
Êxtase das Cores.
Um último fulgor antes do inverno.
O amarelo das folhas torna-se exagero, quase celebração.
Uma abundância visual que não engana, mas recorda: ver é também render-se – mergulhar na cor antes que a luz se apague.
